14 de agosto: recordação da mulher vicentina.
Há poucos anos, instituiu-se esta data em comemoração do nascimento de Amélie Soulacroix, esposa de Ozanam, nascida em Marselha em 14 de agosto de 1820 e falecida em 26 de setembro de 1894, aos 74 anos de idade.
Permanece no calendário como comemoração, pois Amélie nunca pertenceu às Conferências, embora, graças a ela, conheçamos muito melhor Ozanam, nosso principal fundador.
Primeiras Conferências de mulheres
No início, as mulheres estavam praticamente ausentes da Universidade e, portanto, não participaram da criação da SSVP. Desde o regulamento geral de 1835, a adesão tinha sido reservada aos homens.
Essa medida não conseguiu impedir o desenvolvimento de Conferências femininas fora da França. Assim, em Madri em 1855 e em Bolonha em 1856, então pertencente aos Estados Pontifícios, foram fundadas duas Conferências de senhoras por Encarnación Villalba de Hore e por Celestina Scarabelli, respectivamente.
Seria preciso esperar até 1931 para que o Conselho de Bolonha chegasse a um acordo com o seu homólogo masculino em Paris e fosse reconhecido como parte da obra vicentina.
Embora a iniciativa das senhoras madrilenhas em 1855 desafiasse, a princípio, o regulamento geral, o seu trabalho foi assumido como complementar.
Assim, no regulamento de 1858, a propósito das Conferências de senhoras que, seguindo o regulamento masculino, se dedicam à visita a mulheres, assinalava-se: “fazendo justamente o que nos é proibido e, completando assim, de certo modo, a nossa obra (…). Devemos, de coração, dar muitas graças a Deus Nosso Senhor por um bem tão grande”.
Após pedido da presidente da Conferência espanhola ao núncio de Madri, Pio IX concedeu-lhes em 1856 as mesmas indulgências que ao ramo masculino e, em 1867, estendeu-as a todas as Conferências ativas na Espanha.
A SSVP é formada por mulheres e homens vicentinos, juntos na fé sob o mesmo carisma, com os mesmos direitos e deveres.